terça-feira, 25 de outubro de 2016

Uma feliz coincidência!

Todos os dias deviam de começar assim, com uma feliz coincidência.

Parece uma eternidade mas passou a correr. Duas décadas nos separam desde o último encontro, ainda nos corredores da escola secundária. 
Segunda-feira, dez de Outubro de dois mil e dezasseis. 

Este foi um dia em que acordei mais cedo do que o habitual, estava confiante e entusiasmada e nem sei bem porquê. Planeara o dia com a devida antecedência, gosto de pensar que comando a minha vida, quando na maior parte do Ano, sai tudo completamente furado. Mas ainda assim, insisto. Agendo tudo, planeio, e surpreendo-me! - para variar, de vez em quando, acontecem coisas boas, como a desse dia.
Acabara de amanhecer e o dia estava nublado com boas abertas e um Sol brilhante, timidamente a aparecer detrás das nuvens como se quisesse espreitar o que, cá em baixo, acontecia – e eu.., como eu gosto de sentir os primeiros raios da manhã! Ali, num lugar que me é tão próximo e familiar, algo parecia diferente. 
Meio ofuscada por um Sol ainda baixo que me atingia de frente, vislumbrei um vulto, ali à beira rio, a pouco mais de três passos de mim. Pareceu-me familiar - tão familiar quanto um intervalo de vinte anos me permitia descortinar. Senti um arrepio frio no estomago tão real como aqueles que sentia por ele aos quinze anos e... hesitei! Talvez quem ali estava nem fosse quem eu pensava ser. Bebi o meu café de uma só vez, ergui-me da minha cadeira e o meu movimento fê-lo olhar na minha direção. Batemos o olhar um no outro e eu fiquei desarmada! Não podia voltar atrás, eu vi-o e ele viu que eu o vi. Em milésima de segundos uma força maior empurrou-me em frente sem que me desse tempo para dar meia volta e, em pouco mais de três passos, eu estava a meio metro do grande amor da minha adolescência e a pronunciar o seu nome com um ponto de exclamação no fim. Ele não se levantou nem me convidou a sentar, ele apenas se alinhou na minha sombra, para me ver melhor, franziu a testa que não escondeu os seus quase quarenta anos de idade e devolveu, no mesmo tom surpreso, a entoação do meu nome. Este foi o momento. Ele não viu, mas da água saltaram peixinhos, do céu caíram estrelas e dos meus olhos voaram corações! Respirei fundo e consegui não entrar em arritmia cardíaca. Estranho até, como depois senti uma calma imensa, como se há mais de vinte anos eu já estivesse preparada para este reencontro. O tempo parou, os compromisso ficaram para depois e conversámos serenamente. Falámos baixo e suave como aquele Sol da manhã, como quem ainda nem acordou, como quem se espreguiça. Como estás? Como vives? Tens família? Ali, naquele momento, podiam ter gritado “corta!” e tinha sido o inicio perfeito de um possível romance. Ao invés disso, vivemos apenas os mais intensos trinta minutos dos últimos tempos. 
Não sei que pensamentos ele tinha naquele momento, mas nas entrelinhas da nossa conversa, os meus fluíam para oceano aberto como as águas daquele rio.
Ele continuava sentado de frente para o Sol à sombra da minha figura - que se mantinha de pé - para evitar encandeamento e, se ele se mexia um pouco e se ofuscava na luz, eu gentilmente voltava a tapá-lo com a minha sombra e, caso eu me mexesse ligeiramente e a luz o ofuscasse, ele gentilmente voltava a encaixar-se na minha sombra. Era uma dança perfeita, uma sintonia natural que acontecia sem palavras, só pelo movimento dos corpos. Enquanto ele falava eu vivia aquela nossa valsa, entre a luz e a sombra, como quem faz amor. Era mais do que isso - eram mais que abraços e mais que beijos, era tapá-lo com o lençol para o aconchegar em mim, eram murmúrios e suspiros de puro prazer... era tudo aquilo que quase, mas nunca, chegou a acontecer entre nós. Quem me dera congelar ali... ou dali sair com mais do que algumas palavras trocadas entre nós. Tanto que havia para concluir e que vivia suspenso durante todos estes anos.
Já se passaram alguns dias desde esse encontro e minto se não admitir que a imagem dele, a voz dele e a forma como ele me olhava naquela manhã, ainda hoje, continuam a surgir todas as noites nos meus sonhos mais delicados. Descobri que o desejo hoje como noutros tempos e, como noutros tempos, mais uma vez não passará de muito mais.
Fiquei feliz por ser solteira, livre e não dever qualquer explicação a alguém. Pude viver o momento sem medos, receios ou pesos de consciência. Pude contar, sem pudor: que o mundo podia acabar ali, que o cenário era muito próximo do meu Éden imaginário.
O bom de afinal não comandarmos o destino são as surpresas que podem acontecer ao virar da esquina, em qualquer dia ou hora, sem aviso prévio.

Até daqui a vinte anos, ou, quem sabe, numa esplanada à beira Tejo num futuro próximo.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Bye bye 35... Welcome 36!

Sinto-me Feliz! - consegui acabar a frase com o antónimo da primeira do ano passado e isso por si só é maravilhoso, seria extremamente ingrata, se assim não fosse.

Acredito, mais que nunca, num amanhã extremamente reluzente. Não imaginam o terrível que foi lidar com tantos e tantos obstáculos. Mas a vantagem do menos bom, é que o bom sabe a óptimo e o óptimo... sabe a tudo. 

E este é um post de agradecimento a todos aqueles, que remaram comigo, e que se mantêm na minha vida. Foi uma semana fantástica! A despedida dos trinta e cinco e a entrada, com o pé direito, nos trinta e seis. Gosto mais dos números par. Não, não foi só mais um ano que passou. Foi o Ano que passou. Uma turbulência de acontecimentos. Mas acima de tudo, muitas conquistas pessoais. Muitas superações.

Sorri com o bater da meia-noite, estava desejosa, parecia uma miúda à espera da meia-noite de Natal. Numa ânsia de arrumar tudo o que ficou lá atrás. Foi o princípio de uma nova jornada, mais, diria que agora sim, só me falta a cereja no topo do bolo. Foi um dia treze sem qualquer imprevisto, na sua plenitude. Sem expectativas, portanto, sem desilusões. Muito terra-a-terra do que tenho, de quem tenho, do que conto e com quem conto. Dos que quero para sempre.

A chuva brindou-me nas primeiras badaladas, nem poderia ser de outra forma. Aniversário molhado, aniversário abençoado! Mas os primeiros raios de Sol que entraram de rompante pela janela do quarto, fizeram-me sonhar e acreditar que estou, provavelmente na minha melhor fase.

Vou-vos contar como foram os meus últimos dias, e os primeiros. Vão perceber, que estar solteira, é só mesmo um pormenor.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Dizer não ao coração, é tramado.


Lembro-me perfeitamente da hora e do dia em que ele me mandou uma mensagem a terminar a relação que tínhamos - pela segunda vez. Sim, foi cobardemente o meio que encontrou. E nem foi daquelas pagas, foi mesmo do programa mais usado para o efeito. Posto isto, respondi da mesma forma e ainda acabei com o pedido que: independentemente das voltas que a vida dele desse, nunca mais me contactasse. E assim foi, durante meses.

Encaixei todos os elogios tecidos na dita mensagem e pensei que era só juntar os cacos e voltar a viver. Aceito que temos o direito a não querer e como tal sou da opinião em que não se pede a ninguém para ficar.

Coincidência, ou não, estava em mudanças, o que em vez de uma hora, seriam apenas dez minutos que nos separavam. E no meio da tempestade que entretanto encontrei, tinha também todos os motivos para achar que era uma página a virar,  uma nova fase a começar. Empenhei-me ao máximo no trabalho e na casa nova. A minha casa de bonecas que ia ser testemunha de tudo: do óptimo, do bom, do mau e do péssimo.

E pior do que recomeçar relações, é enterrar as passadas. Aquelas que não compreendemos o verdadeiro motivo. Em que nem vemos motivos, mas acabaram.

Ergui a cabeça e quando começava a estar bem comigo, ele reaparece das cinzas.

O baque da surpresa. E a pior abordagem de sempre. A confiança em que tudo tinha ficado naquele ponto onde me deixou, como se eu tivesse ficado petrificada ali, à espera. Não questionou o meu sofrimento ou os meus sentimentos. Simplesmente achou que podíamos retomar a normalidade do que se tornou anormal. Senti-me a viver um filme, em que nos batem à porta, metemos na pausa e retomamos quando nos apetece.
O nervosismo revelou-me que afinal não estava tudo curado, mas a desilusão segredou-me que tudo se vai resolver. 

E a questão é: não resultou à primeira, nem à segunda, seria no reencontro da terceira? Não me parece.

O coração inquietante gritava, vai! A cabeça fria implorava, não.

Gosto mesmo muito de ti, mas aprendi a gostar mais ainda de mim. 

E na próxima abordagem, se a houver, trás flores ou convida-me para jantar num dos meus sítios preferidos. Diz-me o quanto sou importante. Que não queres uma noite, queres todas. Que o que nos une é forte, mais forte do que o que nos separa. Que partilhar a vida comigo seria um prazer, sem jogos ou omissões. Uma relação transparente e verdadeira. E que seriamos felizes.

Pode ser que a Lua esteja a nosso favor nesse dia...

sábado, 17 de setembro de 2016

A Eutanásia das relações

Não escolhemos Amar. Amamos.

Eutanasiamos relações de forma gratuita, quando as devíamos preservar. A vida ensina-nos a encaixar o que os outros pensam de nós. A aceitar. E cada vez menos a argumentar. Precisamos de estar muito bem estruturalmente para ignorar as várias e sucessivas tentativas de destruição emocional.
Há uns anos atrás, na flor da idade, tudo me revoltava, era eu contra o mundo. Depois percebi que, ou me juntava ao mundo, ou o desgaste era tal que não vivia, sobrevivia nesta selva que é  a sociedade, e daí em diante, simplesmente optei por fazer, de quando em vez, uma triagem emocional. Dos Amores que fazem parte da minha vida: dos que não escolhemos, como a família aos amigos. Só quero bem perto, os que dão saúde. Aos outros, dou-lhes uma injecção de distância. Fiquei com a nata dos que me querem bem, e eu tão bem lhes quero. E com estes queria estar bem mais do que me é possível, bem mais do que lhes é possível. 
O fracasso das relações fortifica-nos. Como se sobrevivêssemos à mais dura das doenças. Como se a eutanásia, fosse a resolução. Não é morrer, é matar. É acreditar que há vida lá fora. É acreditar que algo de muito bom está para vir. É a esperança no seu mais alto nível. É procura. E é desistir.
E neste desejo insano pelas respostas, damo-nos conta de que temos qualidades que desconhecíamos, até nos obrigarem a descobrir.

Sabes qual é a minha maior qualidade? Saber quando devo desistir.

E a essa desistência, chamo-lhe agora, eutanásia - matei-te em mim.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A ternura dos 30´s.

Folheiem a vida, como se de um livro se tratasse. 

Página a página. Capítulo a capítulo. Sem saltar páginas, nem antecipar o final. 

Apreciem as pequenas maravilhas que o dia-a-dia vos vai dando. Um jantar agradável com uma amiga ou um simples dia de praia. 

O negativismo alheio incomoda-me, mas o que me perturba mesmo é a inquietação dos inquietantes, é o desespero com que agarram vezes sem conta o telemóvel. Ou marcam no calendário os acontecimentos menos bons. Dêem valor a quem se disponibiliza para vos ouvir - e ser ouvido. Esforcem-se para que aquele par de horas em que alguém vos está a dar o bem mais precioso que há - o tempo - seja merecido. Não há pior sensação que aquela de que nos fizeram perder o nosso valioso tempo.

Com a idade, aprendemos - eu pelo menos esforço-me bastante para isso - a serenar o coração e a alma. A apreciar e desfrutar de coisas que nunca tinha pensado. Até o paladar muda - assim de repente, lembro-me de substituir lentamente o chocolate pelo café. O refrigerante, por um bom copo de vinho. Os gostos refinam-se, amadurecem. Perdemos os medos e os receios. Assumimos as vontades e os desejos. 

Sinto-me no auge da minha essência, a todos os níveis.  

Portanto, todos os dias descobrimos uma folha nova, prontinha a ser escrita, se necessário, rasuramos  alguns parágrafos. Improvisem. 

Abracem a vida, como se não houvesse amanhã. Saciem diariamente a fome de serem felizes. Até aqueles livros, com contracapas rígidas podem ser mal interpretados, imaginem os mais os frágeis. Se a escrita não vos agrada, mudem de autor! Mas sejam exigentes. 

A história, essa é nossa. E a minha, sou eu quem rescreve escreve.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O que eu quero é um Smeg!

Tudo o que precisam de saber é que a Smeg foi fundada em 1948, em Itália. E se isto vos soou completamente desconhecido, então pesquisem para saber mais, vão descobrir um mundo encantando de uma cozinha que jamais passa de moda! Não, não me pagaram para escrever sobre a marca, tão pouco vou ganhar um frigorifico no final do post, com muita pena minha!

Teria a linha completa, se a minha carteira permitisse.

Sempre que passo pela loja Smeg, fico a babar na montra, não pelo status, é mesmo pelo extremo bom gosto, a elegância das linhas, o vintage requintado que nunca passa de moda. A dúvida está mesmo  na cor, se o verde agua me encanta e seria o ponto alto da minha imaculada cozinha, aquele branco sujo, arrebatou-me- foi Amor à primeira vista - e ficava mesmo a bem com a fantástica caixa de pão que comprei no outro dia.

Depois de me embevecer,  sigo sempre caminho a pensar que é exatamente o que procuro num homem.


A analogia pode parecer estranha, mas acreditem que têm muito mais em comum do que parece.

A linha é Italiana,  por si só, já é um bom princípio e se o sotaque espanhol "me encanta", confesso que um "sono innamorato" deve soar lindamente. Mas, friamente falando, o português, é o português. - como diz o grande "não se ama alguém que não ouve a mesma canção".

Na minha última viagem, a Amesterdão, a minha amiga tinha um Smeg médio branco na cozinha, meio histérica disse: tu tens um smeg?! e ela respondeu do outro lado: um quê?! Um smeg! - Exclamei. Ela arqueou a sobrancelha com ar de espanto e disse: ai, tenho?! - Como podem constatar nem um Smeg agrada a todos.

Imagino-o um trintão - o filho do Smeg, pois claro! - com uma bagagem imensa por partilhar, bem vivido e acima de tudo bem resolvido. Sem dramas nem inseguranças. Desprovido de preconceitos machistas, com o desejo de partilha e de estabilidade. Bem sucedido o suficiente para se sentir bem com ele mesmo, sem recalques ou ambições fracassadas. Preparado para partilhar uma vida. Que me ensine e aprenda comigo. Que me envolva nos braços e me ame, sem pudores. Com a sabedoria de um bom vivã e com a intensidade de um apaixonado.

Não precisa de ser lindo, mas de ter o charme e requinte de um 50´s retro style mas ali mais dos 70/80´s, com mais experiência que eu. Não precisa de ser o mais alto, mas com arrumação. Não precisa de ser musculado, mas cuidado, boa aparência e ter os botões nos sítios certos. Congelar, manter a temperatura ou torrar, depende da ocasião. Ah! E a batedeira! Uma tentação. De misturar e chorar por mais. Já para não falar da simplicidade do fervedor. Todo um catálogo simples e incomparável. Único. Uma verdadeira tentação.

Acho que já merecia, pelo menos, uma torradeirazinha, verde água! - acabei de me decidir.


sábado, 4 de junho de 2016

Recomeçar...


Acabar relacionamentos nunca é fácil, mas o pior mesmo é recomeçar.
Pôr um ponto final, apesar do grau de saturação a que por vezes as relações chegam, é sempre um golpe de mestre. Sou apologista de que ninguém é obrigado a estar com ninguém, e as tão espinhosas atitudes têm de ser tomadas. Não precisamos de motivos. Só precisamos de ser honestos connosco e deixar o coração expressar-se. Nem sempre o fazemos da melhor maneira, verdade. Mas não precisamos de uma desculpa elaborada, só da certeza de não querermos mais dar continuidade ao que se tinha, tenha lá o nome que tiver. Nem tão pouco de nos martirizar à procura de explicações. Compreender quem não nos quer, para que possamos ser compreendidos por não querer. Sair da relação com dignidade, e a consciência de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Acabou, é o foco.
A esta altura, já sabemos que ninguém morre de um desgosto de amor. O percurso para a cura, cabe-nos a nós esboçar. Lembrar só o que é bom de lembrar. Sem ressentimentos ou mágoas. De alguma forma, faz parte da nossa história. Do nosso crescimento – nem que seja para os lados de tanto afogar as dissabores em chocolates e outros que tais. O Verão está à porta? Paciência. Não é formosura?! Vénus e tal?!
O reverso da medalha, é que temos de começar tudo de novo. Desde o nome, de onde vens ou o que pensas fazer quando fores grande... E esta parte, sim, dá cabo de mim. Não tenho paciência. Não me apetece.
Dar tempo ao tempo, esperar que a constelação se alinhe e que tudo se torne brilhante outra vez. E de preferência, de vez.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Mulheres modernas


“Não sabes o teu real valor”, disseram-me durante um cortejo fúnebre. Por toda a carga inerente ao momento, o impacto foi enorme. Fez-me pensar, repensar e concluir.
Posto isto, descobri o meu grande problema: eu espanto os homens!
Tenho um emprego que me ocupa um dia inteiro, sou independente, a profissão que escolhi - sou realmente feliz por poder exerce-la - falo mais do que uma língua, já vivi fora do país, esforço-me por fazer frente à crise, tenho perspetivas de trabalho. Quero aprender mandarim ou atirar-me de cabeça ao doutoramento. Sou uma fada do lar – adoro cozinhar! Nos planos, ainda consta constituir uma família. Ah! Já me esquecia, sou fiel! Tenho na agenda todas as consultas dos meus avós para os próximos 3 meses. Em vez de pensarem que as mães me iam adorar, fogem a sete pés.
Os homens gostam do poder, de se pavonearem com o que têm, e se encontram uma mulher que olha para eles de igual para igual, veem-na como um inimigo e não um aliado. Eu vejo vantagens, eles veem as desvantagens. Não espero que me paguem a conta, nem que me abram a porta do carro, se o fizerem, tanto melhor, mas sejamos práticos, alternamos as despesas e eu bato a porta, devagar prometo!
Não nos podemos contentar com o pouco que nos dão. A relação da acomodação está fora de moda. Digo isto porque se queremos igualdade de direitos, então apliquemos a tudo. Temos direito à atitude. A não querer. A acabar. A começar. E recomeçar, tantas vezes quantas as necessárias, sem medos.
Vejam-nos como Mulheres, que vamos adorar ver-vos como Homens.
Fixem-se na vida daquelas, que como eu, procuram uma relação para a vida, não há melhor suporte e ajuda para as resoluções das contrariedades que um pilar emocional bem sustentado.
Aos que até se podiam encaixar no perfil, também encaixam no ditado: “Dá Deus nozes a quem não tem dentes”. As “nozes” que se contentam com as poucas mordidinhas que os “dentes” dão, vá se lá perceber.
Não dizem que atras de um grande homem está sempre uma grande mulher? Então e se – para variar um bocadinho - atrás de uma grande mulher estiver um grande homem? Justo, não? Melhor ainda, um casal, onde os dois têm o papel principal.
No amor, não há braços de ferro, há uma fusão de metais de quilates incalculáveis.