quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

É Natal!

Gosto do Natal. Da mensagem, da troca, da partilha, da festa… e das luzes! Do cintilar das ruas, da azáfama e do empenho em fazerem o melhor que podem, com o muito ou pouco que tenham, não importa, há Amor no ar! Amor de verdade, o rejubilar dos corações e um brilho especial no olhar, tornam esta quadra muito especial.
Por arrasto vêm as festas: de família, da empresa, e dos vários grupos de amigos. Mas, se nas festas de família as perguntas incomodativas tardam, mas chegam sempre. A dos jantares de amigos são bem céleres - e igualmente desagradáveis - mas ditas num tom ingénuo - para além de curioso - de quem não percebe a farpa que espeta com a pergunta mas indesejada do Ano!
Quando nos entusiasmamos a contar as boas novas, há sempre alguém que interrompe e diz “ e então um rapazinho por ai, não?” E eis que tudo perde o sentido. O raciocínio desvanecesse e perdemos o Norte, nesta altura do ano provavelmente seria mais o Pólo. E ia de bom agrado ajudar o Pai Natal! Como se nada mais importasse senão o estado civil, como se fosse o ponto alto da vida. É importante, sim. Mas não é tudo.


Depois de inspirar, expirar e contar até dez, pergunto se eles são totalmente felizes e completos só porque têm a cara-metade ao lado. Alguns sei que sim, outros nem tanto. Reforço que não tenho pressa, não tenho. Não me importa a idade nem que tenha de adiar os meus planos, incluindo a maternidade com o relógio que toca num tom tão ensurdecedor. Não me preocupa não ter a prenda extra para comprar. Nem para receber.
Nos tempos que correm, passou a ser um luxo ter um Amor, mas eu refiro-me a um Amor, não a um relacionamento banal. Não a um mero romance. Um Amor! É só isso que me arrebata, um Amor! E menos que isso, dispenso.
Por isso, querido Pai Natal, como me portei bem este ano, aliás fui eleita pela minha resistência física e emocional às contrariedades desde ano, para além de pedir Saúde e amor para todos, não querendo abusar, quero um Amor.
Não daqueles que duram um mês, ou um par de anos. Um a sério. Daqueles que nos fazem querer para sempre. Não sei bem o que isso é, mas dizem que é bom. Não quero só um estomago a borboletar, mas a sensação de plenitude.



3 comentários:

  1. Olá! Este ano também estou à espera dessas questões incómodas, mas estou disposta a fingir que não oiço qualquer comentário mais desagradável. Pedi exactamente a mesma coisa ao Pai Natal, espero que desta vez ele me oiça, pois não é costume. Vamos ver o que ele faz desta vez!!

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  2. Como compreendo a sua situação. Incomoda-me mais as perguntas do que não ter um amor. Votos de um feliz natal!

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  3. Como é bom ler isto, parecem palavras escritas por mim! Também espero encontrar o amor! Este sim pode ser o ano ideal! Feliz ano de 2016 e que possamos encontrar a nossa outra metade! Good luck ! Bjinhos

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